Joinville, como centro econômico de Santa Catarina, teve origem numa história que envolveu a família real brasileira. Em meados do século XIX, a irmã de Rei Dom Pedro II, Princesa Dona Francisca Carolina, casou-se com o Príncipe François Ferdinand Philipe de Joinville, filho do Rei da França Louis Philipe, que recebeu como dote nupcial a área onde hoje fica a cidade, ao norte do Estado. Agitações políticas na Europa fizeram com que parte das terras fosse arrendada à Sociedade Colonizadora Hamburguesa em 1849. E, em 1851, desembarcavam os primeiros imigrantes europeus: 118 alemães e suíços, além de um grupo de 74 noruegueses.
A região de Joinville, designada para ser uma colônia agrícola, desenvolveu-se e acabou se transformando no terceiro pólo industrial do Sul do Brasil. Moradores da cidade afirmam que isso ocorreu graças ao espírito empreendedor dos imigrantes. Eles desenvolveram principalmente a indústria de setores metalmecânico, têxtil, plástico, metalúrgico, químico e farmacêutico.

A assim chamada Cidade das Flores é também a mais rica cidade catarinense com quase 600 mil habitantes e concilia sua centenária vocação industrial com um novo perfil consolidado nas últimas décadas: excelência nos serviços no âmbito da tecnologia da informação, infra-estrutura para parques industriais, investimento estrangeiro em diversos segmentos da indústria de manufatura e de serviços, e referência latino-americana como centro de turismo e eventos.

Localizada entre o mar e a montanha Joinville recebeu a primeira escola do Teatro Bolshoi fora de Moscou. Como a Escola do Teatro Bolshoi de Moscou foi criada para incentivar crianças desamparadas no pós-guerra, a Prefeitura de Joinville resolveu seguir o caráter filantrópico e promover bolsas de estudos para 126 meninos e meninas de escolas municipais, formando-se bailarinos com técnica internacional de dança, a partir da nossa cidade.